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Quem faz gemer a terra
Caminhando na Chuva
O Pêndulo do Relógio
Dedos de Pianista
Valsa
para Bruno Stein
A
Dentadura Postiça |
Crítica
Quem faz gemer a terra
"Quem faz gemer a terra, assumindo uma postura que, em certo sentido, repete anteriores procedimentos da literatura brasileira de caráter social, nada mais faz do que possibilitar a instauração de uma leitura crítica que, ao fim e ao cabo, e a tentativa de mostrar que a solução do problema passa (também) pela arte."
Volnyr Santos
"Charles Kiefer atreveu-se a uma missão de alto e duplo risco, em Quem faz gemer a terra: de um lado o tema polêmico, contemporâneo, passível de escorregar para o panfletário; de Outro, a linguagem, visto o protagonista ser um colono sem terra, um indivíduo dotado de poucas luzes. Sendo o grande e maduro escritor que é, Charles Kiefer passou com maestria por essas dificuldades."
Valesca de Assis
"Interessado na narrativa realista, Charles Kiefer não faz ficção intimista. Ainda assim, valoriza a estética literária e recusa o panfletarismo. ... .) Quem faz gemer a terra não é o resgate jornalístico do conflito entre colonos e brigadianos, mas uma análise da situação dos acampamentos. ... .) Quem faz gemer a terra apresenta um discurso simbólico farto."
Juremir Machado da Silva
"O que impressiona nos livros de Charles Kiefer, desde seu primeiro texto, é a extrema simplicidade e leveza da linguagem. Paradoxalmente, ela provoca um mergulho na interioridade humana. A reduplicação do horizonte interiorano do homem gaúcho é um pano de fundo hábil e generosamente utilizado na ficção de Charles Kiefer. A leitura de seus textos é muito mais que uma viagem."
José
Luiz Fourcaux de Souza Júnior
"Ciro Martins falou muito do gaúcho a pé. Kiefer nos fala do gaúcho sem enxada, sem arado, sem esperança. Leitura
obrigatória para todos os que ainda acreditam que não está morto quem peleia. E para os que temem que a ferida vire gangrena."
Gilberto Kieling
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Caminhando na Chuva
"Uma rara e encantadora espontaneidade: nada soa falso ou afetado."
Caio Fernando Abreu
Revista ISTOÉ, SP
"A novela de Charles Kiefer tem um tom nostálgico, que remete a um tempo anterior à industrialização."
Alvaro Cardoso Gomes
Revista Colóquio/Letras, Lisboa
"O resto é dizer, como diriam os conterrâneos de Charles Kiefer, que este livro é trilegal de bom, isto é, é bom barbaridade. P. S. Caminhando na chuva é adotabilíssimo!!"
Mansa Lajolo
Jornal da Tarde, SP
"O estilo é simples e direto, banhado por um difuso lirismo onde às vezes reponta leve ironia. O texto flui e nos transmite com precisão as perplexidades do personagem."
Salim Miguel
O Estado, SC
"Leitura digerível como doce de polvilho, feito em casa; agradável para qualquer paladar."
Manoel Lobato
SLMG, MG
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O Pêndulo do Relógio
"O pêndulo do relógio é uma novela enxuta, seca, demolidora, bonita, e, sobretudo, muito bem escrita".
Deonlsio da Silva
Zero Hora, RS.
"Com uma prosa extremamente bem construída, enxuta, exata, feita de frases curtas, da oscilação entre o presente e o passado, do descritivo e do psicológico, Kiefer consegue transmitir habilmente a angústia do conflito na personagem e a denuncia de uma situação de constante e crescente injustiça social".
Geraldo Galvão Ferraz
Revista ISTOÉ, SP.
"A tensão pressentida desde a primeira frase da novela, e que persistirá durante toda a narrativa, faz de O pêndulo do relógio uma leitura estimulante, reflexiva sobre o sistema social a que está submetido o pais e de Charles Kiefer um escritor engajado na luta por um Brasil mais humano".
Ubiratan Teixeira
O Estado do Maranhâb. MA.
"É provável que muita gente - como eu - atores e testemunhas desta caminhada inglória, chorem ao ler estas páginas. No será certamente fraqueza ou pieguismo; é a retratação real de uma situação doida,
por que passaram ou estão passando os homens rurais".
Alcides Vicini
Grande Santa Rosa, RS.
"Dotado de uma linguagem
surpreendentemente madura para um escritor de pouco mais de 20 anos, Charles Kiefer tornou-se a grande promessa da literatura rio-grandense".
Sergius Gonzaga
Recomendações Unificado, RS
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Dedos de Pianista
É talvez impossível saber por que as coisas aqui no Rio Grande funcionam assim, tão fortemente amarradas, tão intrincadamente enosadas que costumem dar lugar apenas a autoproclamadas genialidades e a mediocridades acreditadas.
Em compensação - reza já a história -, volta e meia conseguem alçar vôo algumas carreiras sólidas, articuladas em seqüências com começo, meio e fim, nesta ordem. É o caso do Charles.
Seus livros são lidos nas escolas, são discutidos, existem, enfim, no circuito verdadeiramente fundante da literatura: o diálogo com o leitor, a evocação de dados da psicologia coletiva e a elaboração estética de tudo isso.
Agora, por graça dos Dedos de pianista, é um olhar mais cético (que focaliza personagens em situações terminais) e uma linguagem mais ousada (que busca o confronto com os limites do realismo) que dão vida a contos rigorosamente exemplares.
Para felicidade dos que gostam de vida inteligente, o Charles tem, sobre outros, o indiscutível mérito de saber que "fitar" é mais preciso que "olhar", e de conhecer por si que o mundo, além de não ter começado ontem, também não vai acabar amanhã - é processo, a que se deve acompanhar com atenção.
LUÍS AUGUSTO FISCHER
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Valsa
para Bruno Stein
"Livro que prende o leitor pelo ritmo da história, pela densidade dramútica das cenas e pelo tom elegfaco de uma valsa para espantar fantasmas, Valsa para Bruno Stein coroa o trabalho já premiado de Charles Kiefer."
Sonia SaIomão Khêde
O Globo, RJ.
"Charles Kiefer é, sem dúvida, uma das mais gratas surpresas do que temos de mais novo no gênero romance. Surpresa que se renova de livro para livro."
Caio Porflrio Carneiro
O Estado de São Paulo, SP.
"Novela de magistral feitura, Caminhando na chuva coloca Charles Kiefer entre os melhores escritores desta geração que, nos últimos dez anos, transformou o Rio Grande do Sul num importante pólo literário. Obra madura de um escritor que não precisou de muito tempo para se tornar mestre no ofício."
Arnaldo Campos
Zero Hora, RS.
"Demorou, mas afinal Charles Kiefer se animou a passar das pequenas novelas para o romance. (. . .) No formato maior, ele se mostra igualmente seguro no domínio da ação e do dialogo,
hábil na fixação do instante significativo ou do detalhe essencial, além de dono de um talento
inegável para contar gostosamente uma história."
Geraldo Galvão Ferraz
Leia, SP.
"A Editora não exagera ao comparar o autor a Faulkner."
Deonísio da Silva
Jornal da Tarde, SP.
"A grande contribuição valorativa do autor para a prosa brasileira contemporlnea está não só na maturidade com que tece a estruture narrativa de seu mais recente romance, mas principalmente no modo pioneiro como o faz."
Sonia Salomão Khéde
(O Globo, RJ)
"Ele se mostra igualmente seguro no dominio da ação e do diálogo, hábil na fixação do instante significativo ou do detalhe essencial, além de dono de um talento inegável para contar gostosamente uma história."
Geraldo Galvão Ferraz
(Jorna/Leia, SP)
"Além de um painel multo bem construído, Valsa para Bruno Stein conta uma história de amor das mais fascinantes e é justamente nesses momentos da narrativa que mais se mostra o talento de Charles
Kiefer."
Deonísio da Silva
(Jornal da Tarde, SP)
"Neste como dizer muito seu, Charles Kiefer entrega ao público um grande romance da moderna literatura gaúcha e brasileira, e comprova que a medida para se elaborar excelente obra como esta estará sempre numa trama assim, numa linguagem assim, somadas
aquilo que é intransferível e pessoal: talento."
Caio Porfírio Carneiro
(O Estado de São Paulo, SP)
"Valsa para Bruno Stein é uma obra de quem conhece sua aldeia, universal, portanto. Que acrescenta qualidade à literatura gaúcha e, por extensão, à literatura brasileira
Arnaldo Campos
(Jornal RS, RS)
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A Dentadura Postiça
Nomeada explicitamente ou não,
Pau-d'Arco ê o símbolo do espaço geográfico que tem ocupado predominantemente a literatura de Charles Kiefer, que aqui nos surge sob nova proposta: não mais o novelista mas um contista extremamente sintético, com histórias que tem extensão media de duas páginas, a narrarem coisas que deixam muito de subentendido, num jogo de pura provocação ao leitor, levando-o a participar do próprio ato da (re)criação artística.
em Pau-d'Arco, ou qualquer outra pequena cidade do interior ligada às origens do escritor, que se centraliza boa parte dos vinte e quatro contos reunidos neste volume, que traz ainda uma novidade:
retomada de exploração de um território parcialmente percorrido nos primeiros textos, hoje renegados, sob a marca de um surrealismo evidente em alguns deles, ou mais difuso em outros.
Há, ainda, em boa parte dos textos, urna preocupação explícita em revelar ao leitor o próprio truque. Em "Daniel", por exemplo, lemos:
"Literatura é isso: mentir, fazer o leitor crer que o inventado foi o acontecido".
Já no conto "O covarde", confessa o narrador: "Conta-se um episódio pelo gosto de contar, ou para avivar as brasas do passado".
Entre as duas observações, nenhuma contradição. Efetivamente, Charles Kiefer, sem abandonar a reflexão de profundidade, como tem feito em tantos textos, e ainda aqui repete, dá uma atenção muito especial ao episódico, especialmente no caso dos contos, cujo fecho do ouro, à maneira clássica de Maupassant, tem nele uni cultor cuidadoso, bastando verificar-se peças como "O Periquito Inglês", dos melhores do volume, "Marianita", "Terras de outra banda" ou "O chapéu".
Variando a narrativa, no que tem de foco central do enredo, entre si mesmo - narrador - e uma segunda personagem, Charles Kiefer por vezes utiliza a figura do narrador explícito apenas como uma espécie de intermediário, cuja função, porém, é importante dentro de sua concepção literária. É que não basta contar um conto mas sim recriá-lo, dando-lhe uma carga significativa que até então não possuía, enquanto acontecimento ou fato, mas que passa a portar A medida em que é narrado (oral ou literariamente).
Antonio Hohlfeldt
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